Já
havia passado 4 dias do transplante hepático e tudo parecia estar dentro da
normalidade, até que na tarde daquele dia, meus resultados de exames chegaram e
deixaram os médicos em alerta, algo estava errado. Eles concluíram que a
“anastomose”, que é a costura que é feita na artéria hepática, estava apertada.
Para eu ser mais clara, eles tiraram meu fígado doente e colocaram o do doador
no lugar, a costura cirúrgica é feita em uma artéria do fígado (que é mais fina
do que uma veia), e é esta costura que ficou muito apertada e estava
dificultando o fluxo sanguíneo. A notícia era mesmo preocupante, mas eu estava
bem e nem desconfiava de nada... Mas, a qualquer momento a artéria poderia
entupir e eu não resistiria. A esta altura do campeonato, eu já estava me alimentando
com purê e gelatina, estava feliz, me sentia bem. Os médicos já tinham até
tirado o dreno do meu abdômen e a sonda vesical (para urinar).
Neste
dia, um médico ignorante da UTI, Dr. Benedito, disse a minha mãezinha com
brutalidade: “Ela está bem, mas se a artéria entupir, ela morre!” Ele foi tão
bruto, tão bruto que minha mãezinha conta que foi se encolhendo, até se sentar
no chão de tanto chorar... #insensível
No
dia seguinte, fui levada de ambulância ao Hospital Samaritano de SP. Eles
realizaram um procedimento de mais 5 horas para tentar desobstruir a artéria
hepática. Uma cânula foi da virilha ao fígado, similar ao exame de Cateterismo
Cardíaco, mas este procedimento não foi suficiente para sanar o problema. A
única alternativa para que eu sobrevivesse era um re-transplante.
Como é bom saber que DEUS te socorreu,e deu força para sua mãe
ResponderExcluirDeus é fiel!
ExcluirObrigada por seu comentário. :)