Fui
inscrita na fila de transplantes ainda naquele mês out/1996, tive que tirar o
aparelho ortodôntico que usava há três anos, mesmo sem a conclusão do tratamento.
Tomava algumas medicações e fazia uma dieta alimentar.
Na
época somente os ricos tinham celular, e eles precisavam me localizar a
qualquer hora do dia ou noite, então minha mãe teve de comprar para mim um Bip
(que eu odiava).
Cada
vez que aquele trocinho apitava, meu coração ia da boca ao pé em segundos, pra
depois retornar ao peito. Era horrível!!!
Mas,
por várias e várias vezes ao orar e abrir a Bíblia pedindo que Deus falasse
comigo, aparecia a mesma passagem. O Senhor dormia na barca, mas Ele não estava
alheio ao meu sofrimento. Que eu mantivesse minha confiança nEle e que soubesse
aguardar que Ele acordasse e um novo milagre seria feito em minha vida.
Foi
um período de deserto, onde eu precisava buscar a Deus constantemente. Só Ele
poderia me dar forças para suportar o medo. E Ele nunca me deixou sozinha. E
além de tudo tinha mais um presente... Rogerinho ♥
Em
dez/1996 reencontrei o Rogerinho. Ele era amigo dos meus primos, nos
paquerávamos nas quermesses das igrejas São Bento e Nossa Senhora da Candelária
de São Caetano do Sul. Começamos a namorar em 28/12/1996 e eu nem imaginava o
quão importante ele seria para mim, em tudo o que eu ia passar!
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