sábado, 24 de outubro de 2015

6. A ESPERA E O MEU ALENTO

Fui inscrita na fila de transplantes ainda naquele mês out/1996, tive que tirar o aparelho ortodôntico que usava há três anos, mesmo sem a conclusão do tratamento. Tomava algumas medicações e fazia uma dieta alimentar.
Na época somente os ricos tinham celular, e eles precisavam me localizar a qualquer hora do dia ou noite, então minha mãe teve de comprar para mim um Bip (que eu odiava).
Cada vez que aquele trocinho apitava, meu coração ia da boca ao pé em segundos, pra depois retornar ao peito. Era horrível!!!
Mas, por várias e várias vezes ao orar e abrir a Bíblia pedindo que Deus falasse comigo, aparecia a mesma passagem. O Senhor dormia na barca, mas Ele não estava alheio ao meu sofrimento. Que eu mantivesse minha confiança nEle e que soubesse aguardar que Ele acordasse e um novo milagre seria feito em minha vida.

Foi um período de deserto, onde eu precisava buscar a Deus constantemente. Só Ele poderia me dar forças para suportar o medo. E Ele nunca me deixou sozinha. E além de tudo tinha mais um presente... Rogerinho


Em dez/1996 reencontrei o Rogerinho. Ele era amigo dos meus primos, nos paquerávamos nas quermesses das igrejas São Bento e Nossa Senhora da Candelária de São Caetano do Sul. Começamos a namorar em 28/12/1996 e eu nem imaginava o quão importante ele seria para mim, em tudo o que eu ia passar!

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