Minha
mãe teve uma gestação difícil. Desde o primeiro mês já teve hemorragia e ficou
internada. Ao total foram 5 internações e ela precisou abandonar o emprego para
ficar em repouso absoluto. Ela tem um útero em ante versão (também conhecido
como bicorno, pois ele fica de ponta cabeça), o que dificultava o meu
crescimento, assim, na época o médico avisou que se ela tivesse 10 filhos,
todos seriam prematuros.
Mesmo
com todo o repouso, quando eu estava com 6 meses e 3 semanas vim ao mundo.
Apressada!
O parto foi fórceps pélvico (fui retirada com o auxílio de um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher), e sem anestesia. Imaginem o sofrimento...
Ela
diz que eu cabia numa caixa de sapatos, não tinha unhas, nem sobrancelhas (#gata)
Durante
minha estadia no hospital, era preciso que meus olhinhos fossem protegidos, mas
isto não foi feito, assim fixei o olhar na luz e fiquei estrábica alternante...
(#muitogata kkk)
Deus
operou o primeiro milagre na minha história: eu estava viva! Em 1980, sem os
recursos tecnológicos avançados que a medicina dispõe hoje, eu havia
sobrevivido a um nascimento prematuro e inconscientemente havia lutado pela
minha vidinha por um mês naquele hospital, ganhando peso, então, em meu nome a
mamãe colocou uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida e meu padrinho de
consagração, que era costume na época, foi São Judas Tadeu.
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