sábado, 24 de outubro de 2015

8. O TRANSPLANTE

Enfim, chegou o tão esperado dia! 18/02/1997, aproximadamente 16hs. Chegando ao hospital, lembro-me que tudo me soava estranho. Fiquei numa ala infantil, creio que pelo fato de que meu médico era cirurgião infantil. Lembro-me dos berços da enfermaria, dos bebês que estavam internados... E aquela angustia da espera das 16hs às 21hs... Uma eternidade! O ponteiro do relógio se arrastava...
Minha mãe contou que além de mim, havia mais 2 pacientes aguardando também no hospital. Elas estavam a minha frente na fila do transplante, então, eu só faria se não desse certo algum detalhe para elas. Mas, era mesmo o meu dia!
Às 21hs o Dr. Caruso, anestesista mostrou-me o relógio na sala de cirurgia. Muito brincalhão fez me rir naqueles últimos instantes que poderiam ser os últimos de minha existência, ao menos de maneira consciente. Na mente eu orava uma Ave Maria atrás da outra, de maneira incontável... Medo do desconhecido, do que viria depois, do que eu iria sentir, de como seria minha vida... Mas, em nem um instante, em nenhum, nenhum segundo sequer eu achei que morreria. A minha fé me dizia que tudo daria certo, mesmo eu sabendo que não seria fácil.
Foram longas 12 horas de cirurgia, das quais eu estive totalmente apagada! O que sei é o que me contaram depois: a chegada do meu pai ao hospital e do meu Rogério, deles 3 ansiosos por notícias durante toda a madrugada, num corredor gelado do hospital, madrugada afora, orando com fé e muito medo, um buscando apoiar o outro e eles dois acalmando o desespero da minha mamãe. Até que após muito esperar, o doutor deu-lhes a notícia que a cirurgia havia sido um sucesso! Graças a Deus!
Hoje, pensando em tudo isso, vejo como Deus foi misericordioso comigo. Não sofri dores na barriga. Pelo contrário, nunca, nunca doeu nada! Minha barriga ficou por aproximadamente um ano totalmente anestesiada!

Como Deus é bom e misericordioso! Amém! Aleluia!

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